Resenhas

Ver Também: Resenha de “No Sufoco”

Não dá pra colocar num conjunto finito (ou, pelo menos, em um conjunto não-gigantesco) as qualidades de um livro do Chuck Palahniuk. Mas, além dos temas bizarros, tratados de forma torta e outros mil méritos, com certeza o estilo de escrita do autor é a figura mais marcante. Cheio de repetições, frases de efeito e construções incômodas, “No Sufoco” é o quarto livro de Chuck Palahniuk.

Desde o Clube da Luta (e da influência desse blog lindo), resolvi ler os livros de Chuck na ordem. E “No Sufoco”, (Choke, no original) é um dos melhores até agora. Os outros têm resenha por aqui.

Nesse livro, Victor Mancini é um sexólatra (isso, igual com chocolate, só que… com sexo). Ele tem a mãe internada no hospital, a beira da morte, com quem ele tem uma relação de amor/abandono complicada. Através de flashbacks, vemos que sua mãe sempre foi rebelde, muitas vezes beirando (e atravessando) a linha entre loucura e crime. Ao redor de Victor, orbitam personagens tão interessantes quanto, seu melhor amigo Danny, que também é sexólatra e, no hospital onde está sua mãe, a Dra. Paige Marshall, com quem Victor passa a sofrer dilemas semi românticos, ao nível que só Chuck Palahniuk pode escrever:

– Quer saber por que na verdade não vou foder com você? Talvez, no fundo, eu prefira gostar de você.
Então, a Dra. Paige Marshall comentou:
– Talvez sexo e afeição não sejam mutualmente excludentes  

Os personagens do livro são todos cheios de relevo, à maneira de Chuck, todos podres e querem provar um ponto por meio de suas ações, mais ou menos como nós, o tempo todo. São tantos aspectos no livro: O protagonista e seu amigo trabalham num museu encenado do século XIX, onde todos os funcionários são viciados, problemáticos e vivem rompendo a ‘verdade histórica’ que a encenação deveria ter. Os funcionários do hospital também são cheios de problemas e defeitos.

Chuck é cru. Todo mundo tem merdas pra lidar, só que cada um exibe isso com mais ou menos franqueza. E daí se originam ainda mais problemas. E, no fim, sempre deixa uma virada de trama inexperada, uma sensação de ‘não posso resolver todos os problemas com os personagens, lide com isso’ e, nunca falta, uma lição de moral grandiosa e sincera que só poderia ser dada diante de muita podridão.

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2 thoughts on “Ver Também: Resenha de “No Sufoco”

    1. Opa, tudo certo! Obrigadão por aparecer por aqui, cara!
      Valeeu! De fato o livro tem uns momentos pesados hehehe que eu precisei respirar um pouco antes de retornar.
      Mas vale demais a pena, e é exatamente isso, você quer muito saber o que acontece com aquele protagonista louco!
      Recomendo muuito a leitura, principalmente pelo fim! E de todos os outros do Chuck, claro.
      Os 3 anteriores, eu também resenhei aqui no blog.

      Valeeu mais uma vez! Abraços!

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