Resenhas

Hey, Chuck. Sou eu, Stephany – Sobre Condenada

Hey, Chuck. Sou eu, Stephany. 

 

Já faz um tempinho que não nos falamos, né? Eu tinha gostado de alguns livros seus aí, mas chegou Monstros Invisíveis e você acabou me decepcionando um pouco, não me leve a mal. Sei que você não faz a sua obra só pra mim, mas sabe… Eu meio que tinha me desmotivado um pouco.

Mas, acho que agora está tudo bem, né? Chegou um pouco mais tarde aqui no Brasil, mas você condenou a pequena Madison de 13 anos ao inferno,e que garota! Madison me convenceu a voltar por aqui e falar com você. A garotinha de 13 anos talvez seja a sua melhor criação desde de Tyler Durden. Por que você acha que eu penso isso?

Bem… Ela é meio que o oposto do Tyler, em uma parte da história quando ela reafirma que não irá largar sua esperança, mesmo no inferno e que é uma garota otimista. Cara, isso foi demais. Não que eu seja a tipo otimista, de forma alguma, mas, você se renovou criando essa fedelha.

Junto com ela você trouxe referências super legais como Clube dos Cinco, Shakespeare, Virgínia Woolf e acho que você esta dando uma indireta a indústria cinematográfica, né? Aquilo foi incrível, fazer da Madison uma filha de pais famosos que adotam crianças toda hora para ficarem na mídia, até que uma delas não dá muito certo, né?

Engraçado como você consegue distorcer a minha mente, eu estava justamente lendo Lolita, sabe? Aquele do Nabokov com a menina de 12 e toda aquela relação doentia… Então, mas ela estava me dando enjoou e resolvi ler um pouco da história da Madison e engraçado, né? A garotinha, um ano mais velha, quase virou a minha heroína, mesmo ela fantasiando tanto sobre sexo.

Calma, calma. Tô quase acabando, você se redimiu e agora é a minha vez de te contar o que eu achei. Você se renovou, cara. E sua escrita continua alucinante, parece que você toma benzedrina junto com Kerouac e escreve tudo isso sobre o inferno (nem vou falar que se realmente aquilo que a Madison contou sobre como ir para o inferno for verdade, estou ferrada), uma mistura de Dante com a realidade mais contorcida que eu já vi. E ó, eu gostei.

Mas vou confessar, é uma tortura acabar um livro seu com “continua…”, mas eu confio que a Madison irá arregaçar os demônios que apareceram pela frente e se duvidar até Deus, e desculpa por citar a palavra com D.

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