Resenhas

As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi

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Pinóquio é aquele velho conhecido nosso, que mente e o nariz cresce. Ao pegar a história escrita por Carlo Collodi em As Aventuras de Pinóquio podemos esquecer um pouco isso e conhecer um novo boneco de madeira.

Nosso Pinóquio aqui é um filho mimado. A princípio achei ele bem chatinho, sabe aquela criança que só liga para o próprio umbigo e nunca aprende? Ele é assim. E isso faz com que ele passe por diversas aventuras, desde um circo com fantoches até ser enganado por um gato e uma raposa.

Durante toda a narrativa temos várias “lições” de valores que os pais sempre tentam ensinar aos seus filhos. Isso com uma linguagem toda singela, que faz com que essas lições para que você nunca roube, não ande com más companhias, saiba em quem confiar, dinheiro só é conseguido com trabalho… Tornem-se algo além de simples sugestões, elas surgem pertinentemente dentro das aventuras que o Pinóquio passa.

Entre as mais importantes das lições, está o amor pelos seus pais. Como já é conhecido, Geppeto é o bom pai, mas quem adota Pinóquio como filho é a fada e ele tem um amor tão grande para os dois que começa a repensar todas as suas atitudes, mas mesmo assim continua falhando, mentindo e errando. Ás vezes ele chega muito perto de ser uma pessoa melhor, mas a tentação de não estudar e ser vagabundo é muito grande para o nosso boneco de madeira.

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Mantendo até o fim esse contraste do que é certo ou o que não é fazer, ao final, temos um desfecho simples, mas muito bonito. Pinóquio não é uma simples história para aprender a não mentir, é uma metáfora para o amadurecimento que cedo ou tarde temos que enfrentar.

A edição ilustrada da CosacNaify traz o tom infantil do livro, mas ao ler eu acabei sentindo certa melancolia, sentir o peso das responsabilidades, ver como é importante tomar as decisões certas e de como você pode se arrepender das decisões que não foram muito bem pensadas.

A única coisa que fica como ressalva para quem for ler essa edição, de uma forma a princípio divertida, os títulos contam os acontecimentos principais do capitulo seguinte, então isso começou a me desmotivar e logo parei de ler os títulos. Ao todo, Pinóquio pode ser uma história que tem 100 anos, como diz Italo Calvino, e com essa idade vem uma sabedoria e um sentimento lindo, de ser lido e sentido.

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2 thoughts on “As Aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi

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