Resenhas

Desventuras em Série – O Elevador Ersatz, de Lemony Snicket

Os Baudelaire ficaram um pouco tristes de ver todos aqueles livros arrumados na biblioteca sem ser lidos nem notados, como vira-latas ou crianças perdidas que ninguém queria levar para casa

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Já fazem mais de três anos que estou lendo Desventuras em Série, sei que os livros são curtos, mas decidi lê-los devagar e saborear essa desventura aos poucos. Alguns meses atrás falei como me surpreendi em Inferno no Colégio Interno, o quinto volume da coleção.

O Elevador Ersatz é o sexto. Estamos agora no meio dessa história e a ideia de todo esse volume é nos fazer diferenciar o nervoso e a surpresa, que para o Sr.Poe é a mesma coisa, mas o nosso narrador Snicket define as palavras e brinca durante o livro todo em cima dessas diferenças.

O que está sendo mais legal é perceber como os órfãos Baudelaire estão crescendo, (Sunny até já fala palavras completas)  e entre os seus muitos tutores esta é a primeira vez em que eles voltam para a sua cidade para ficar com os novos: Jerome e Esme. Jerome é o tradicional marido bom coração, porém, babaca. Já Esme é fascinada por o que podemos chamar de moda, sua vida gira em volta do que é in e out. Quando as crianças chagam no prédio dos tutores, os elevadores estão fora de moda, então as crianças que nada sofrem nessa história tem que subir 36 ou 86 andares a pé._MG_0988

A desgraça e falta de sorte não sai de perto dos jovens Baudelaire, este livro todo mostra isso mais uma vez, porém, está nos moestando que as crianças estão aprendendo a lidar com as loucuras do Conde Olaf cada vez melhor, por mais que não tenham conseguido nenhum vitória até agora. Estas crianças estão se tornando sagazes e, por mais que o nosso narrador insista em nos dizer que esta história terá um final triste, meu pobre coraçãozinho ainda tem um pouco de esperança.

Falando no Lemony Snicket, cada vez ele esta mais dentro da narrativa, cada vez parece que a maior desgraça que ele irá nos contar não é a dos jovens Baudelaire, mas a dele com a dita cuja, Beatrice. Cada vez que ele toca no assunto minha vontade é falar pra ele “já que começou, termina, homem!”

Isso é o mais legal das Desventuras em Serie, cada livro parece que é aquela carta encontrada de alguma maneira misteriosa pelo editor e guardar essas surpresas para os momentos certos e faz com que eu tenha vontade de demorar ainda mais três anos para terminar de ler, porém, a minha ansiedade (e não nervosismo) está aumentando.

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